Na reunião da Assembleia de Freguesia realizada na passada quinta-feira dia 4 de dezembro, os eleitos do Partido Socialista votaram contra o Orçamento apresentado pelo executivo da CDU. A nossa posição é clara e firme: não podemos aprovar um documento cheio de lacunas, e falta de transparência, incapaz de responder às necessidades reais da nossa freguesia.
O orçamento apresentado inclui verbas mal explicadas, sem fundamentação técnica, sem objetivos mensuráveis e sem qualquer garantia de boa aplicação dos recursos públicos.
Há dotações que aparecem sem critério, rubricas que sobem sem explicação e outras que diminuem, sem que o executivo clarifique porquê. Uma freguesia não se governa com números soltos — governa-se com planeamento, rigor e transparência.
Quando questionámos o executivo sobre diversas verbas — algumas que aumentam sem justificação, outras que surgem sem qualquer descrição concreta — recebemos explicações vagas, incompletas e, em alguns casos, contraditórias.
A título de exemplo temos as transferências correntes, no valor de 11 mil euros. Foi dito tratar-se das transferências de apoio às instituições.
Que instituições? Quais os montantes para cada instituição? Como é que vai ser dividida!?
Depois, outra rubrica de mais 10 mil euros para instituições sem fins lucrativos, onde a resposta foi exatamente a mesma, apoio às instituições! Ora, falamos de 21 mil euros que serão distribuídos como? Vamos aguardar.
Aquisição de imóvel, mais 40 mil euros.
Questionámos de que imóvel se tratava e a resposta foi “um imóvel para um projeto que temos em mente”.
O orçamento, também, não inclui qualquer proposta do Partido Socialista, transmitidas ao executivo da CDU, desrespeitando as necessidades defendidas pelos 208 eleitores que votaram no nosso compromisso eleitoral.
Para além de um mapa de pessoal confuso, mal explicado e com irregularidades graves, nomeadamente o fato do condutor da viatura de recolha de monos domésticos ser um ‘voluntário’, não constando do referido documento. Se este condutor tiver um acidente de trabalho, quem assegurará possíveis tratamentos médicos?
A Freguesia precisa de contas claras, prioridades bem definidas e um executivo que respeite o trabalho da Assembleia e o direito da oposição em obter informação rigorosa.
A população merece saber para onde vai cada euro do seu dinheiro. E nós continuaremos a exigir essa transparência — em todas as reuniões, em todas as votações, sempre.
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